Palestra Complexo Barra do Furado
 
Palestra Complexo Barra do Furado
Quissamã apresenta Complexo de Barra do Furado no ISECENSA
O desenvolvimento da região a partir do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado pode ser o passaporte para a entrada no mercado de trabalho. A informação partiu do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Haroldo Cunha Carneiro, que palestrou diante de 400 universitários do Instituto Superior de Ensino do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (IseCensa), em Campos dos Goytacazes, nesta quarta-feira (12/05).
Falando das características do empreendimento e das oportunidades de trabalho que virão a reboque, o secretário avisou aos estudantes que as oportunidades exigem escolaridade e qualificação profissional. “É preciso se preparar para atender a todas as necessidades exigidas pelas empresas”, disse. A palestra aconteceu no auditório do IseCensa, com alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Administração, Arquitetura e Psicologia.
Barra do Furado está a apenas 100 km dos postos de produção de petróleo da Bacia de Campos e tem como ponto estratégico o Canal das Flechas. Para atender a crescente demanda de produção da camada pós-sal e até de pré-sal, o Complexo Farol-Barra do Furado vai incluir a construção de um estaleiro, na parte quissamaense, e uma base de apoio off shore, em Campos.
Haroldo avisou aos estudantes que o empreendimento vai gerar um leque de oportunidades de emprego, tanto na área tecnológica, quanto na de RH (Recursos Humanos), além de Saúde, Logística, Petróleo e Gás e Engenharia Naval, entre outras. A expectativa é gerar 600 empregos na fase das obras e 1.450 para o estaleiro e a base off shore. No caminho do desenvolvimento, deverão ser gerados cerca de 5 mil empregos diretos e uma média de 10 mil indiretos.
Características — O secretário explicou as características do processo, salientando que com a dragagem do canal, o send by pass (transpasse de sedimentos) e a retirada dos moles de pedra em Barra do Furado, o empreendimento vai exigir investimentos das duas prefeituras, do Estado e do governo federal, adequando o local para a atração de empresas. “Além disso, a Lei Rosinha, que permite ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 2%, gerará vantagens competitivas das empresas que venham se instalar na região”, disse.
Neste cenário de desenvolvimento, o empreendimento já projeta dois estaleiros (STX Brasil Off Shore, em Quissamã, e do Grupo Eisa – Estaleiro Ilha S/A, em Campos); a base de apoio Off Shore – Edson Chouest, com capacidade de gerir 11 navios; e Alupar, empresa de armazenamento de derivados de petróleo.
O empreendimento caminha a passos largos. Segundo Haroldo, em 30 dias deve-se conhecer a empresa vencedora da licitação e, posteriormente, as obras poderão ser iniciadas, cujo prazo de gestão é de 20 meses. Em dois anos o empreendimento deve amadurecer, com as empresas principais em plena operação.
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